Janeiro... Férias...
Há tempos não via um janeiro assim, nublado, chuvoso... desde que o ano começou posso contar nos dedos de uma das mãos os dias de sol.
Não posso reclamar, estou amando esta temperatura amena para janeiro, mas a preguiça e o tédio aumentam...
Estou aqui, com meus pensamentos, a TV tem poucos canais, programação repetida, já nem sei quantas xícaras de café tomei. Começo a ter fome, ai, essa preguiça me mata, não vou conseguir aguentar, vou ter que sair, ir atrás de mais mercadoria. A leitura é uma fuga, mas até uma certa hora. Escrevo para passar o tempo, mas o meu pensamento voa.
Não tem jeito, começo a ficar impaciente, eu necessito de mais.
Estou longe da Praça da Sé, a mercadoria dos fornecedores daqui do bairro é de qualidade ruim, já tive muita dor de cabeça por causa disso.
Pelado, meu fornecedor da Praça da Sé, tem o melhor, excelente, sempre me dá uns descontos.
Não aguento, eu preciso, chega de tanto café, já não vou conseguir dormir, preciso de algo mais forte, algo pelo que valha a pena estar acordado.
Calço um sapato qualquer, caminho até a estação de trem, a ansiedade vai me consumindo, será que o Pelado tem novidade? O caminho da baldeação do trem para o metrô na estação Brás parece interminável. Enfim, subo as escadas rolantes em direção à plataforma sentido Barra Funda, duas estações até a Sé. Uma espécie de crise de abstinência toma conta de mim, me faz suar, ou pode ser o clima nublado e abafado pós chuva mesmo.
Saindo do metrô, na Praça da Sé, caminho em direção ao ponto em que Pelado fica. Seu comércio é ilegal, verdade, mas a venda acontece em vários pontos da cidade, todo mundo sabe onde tem. O meu maior problema agora vai ser comprar e ter que voltar pra casa para poder usufruir, não dá para fazer isso no meio da rua. Ai, mas que ansiedade! Cheguei.
"Opa, faz tempo que não passa por aqui". Ao que eu respondo perguntando: " e aí? O que tem de novidade? Queria alguns dos vencedores do Globo de Ouro". E Pelado, meu fornecedor da Praça da Sé, como sempre, nunca falha: "tem sim, é 3 por 10 reais pra você".
"É estranho, mas as coisas boas e os dias agradáveis são narrados depressa, e não há muito o que ouvir sobre eles, enquanto as coisas desconfortáveis, palpitantes e até mesmo horríveis podem dar uma boa história e levar um bom tempo para contar" (J. R. R. Tolkien)
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Tal mãe, tal filha
Há um mês a Helena fez 13 anos. Ela foi ao cinema com uma amiga e quando nos encontramos ela disse: mãe, eu tomei um capuccino e gostei.
Pronto, agora foi.
Muito antes de eu ficar grávida eu assistia à Gilmore Girls, traduzido para o português com o título Tal mãe, tal filha. Eu amava e sempre pensava, vou ter uma filha e nossa relação vai ser assim.
Pois, tem sido assim, a gente fala sobre tudo, ela, às vezes é mais ajuizada do que eu mesmo. Só faltava o café. Sim, tomar café juntas, como as Gilmore girls.
Agora a gente vai. Essa foto é do nosso primeiro café juntas. Ok, é capuccino, mas já é um começo. Antes ela ia aos cafés comigo e tomava água. Há um certo quê de diferente quando você se senta com alguém pra tomar um café, parece que deve ser um outro tipo de conversa, mas na verdade não é, só que é.
Vou aos cafés com amigas e amigos, certa de que nossa conversa no café é diferente, tem outro ritmo, outra temperatura, outra trilha sonora, é diferente das conversas em outros lugares, mesmo que assunto seja o mesmo.
Aquela coisa que você pode marcar com antecedência: vamos tomar um café? Ou que você pode estar simplesmente andando e diz: vamos tomar um café? Acho que tem algo como olhar nos olhos, você não está andando e conversando lado a lado, nem tomando cerveja ou vinho e olhos ficam brilhantes. É outro olhar, outro ritmo, outra temperatura...
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Foi Intenso
No começo do ano escrevi uma carta. Era uma proposta para a criação de uma peça teatral, da Cia. Intenso, da qual comecei a participar este ano.
Depois de 20 anos sem atuar, resolvi voltar ao teatro.
Thiago Franco, o diretor mediador, posso chamar assim, articulou lindamente todas as cartas de todos os participantes do grupo e criou um espetáculo emocionante e intenso.
A única diretriz inicial era a de que a carta relatasse uma travessia. Eu fiz a minha, na época ainda lidando com essa minha jornada. Não foi fácil, mas, agora, sinto que já me livre desse "um anel" no fogo da Montanha da Perdição em Mordor e posso compartilhar com todos.
Segue minha carta, minha travessia...
São
Paulo, 31 de janeiro de 2017.
Travessura:
ação de pessoa travessa. Travessa que também é sinônimo de travessia. Mesma
grafia, só muda o ê ou é. Sou muito travessa então, no sentido de tantas
travessias que travessei, não só de travessuras, mas também. Travessias de
todos os tipos, alegres, tristes, introspectivas ou para o mundo.
Quando penso em travessia, logo me vem
à mente a saga do “um anel”, sabe, aquele do Sauron? Afinal, o que não são
algumas de nossas travessias, senão variações da jornada até a Montanha da
Perdição em Mordor para destruir o “um anel” no fogo? Mas que papo mais nerd...
Mas foi isso, numa das inúmeras vezes em
que eu estava assistindo O Senhor dos Anéis me dei conta da metáfora, quais
anéis eu já tinha destruído? Sim, esta travessia que vou narrar aqui não é
alegre, embora possa ter um final feliz, depende do ponto de vista. Às vezes
parece que ainda não larguei o “um anel”, ou que ele ainda está caindo. Então,
vou narrá-la em terceira pessoa.
Era uma vez uma mulher que curtia vida
adoidado. Uma noite ela tinha que decidir entre ir numa festa com amigos ou ir
no boteco de outra amiga. Ela foi no boteco, era mais perto, dava para ir a pé.
Então, lá ela conheceu “um sujeito”. Não era a primeira vez que ela conhecia um
sujeito, lembra, ela estava curtindo a vida adoidado. Mas esse era o “um
sujeito”. Então ela se apaixonou. Também não era a primeira vez, ela vivia se
apaixonando, mas dessa vez ela não desapaixonou, não enquanto podia ou devia.
Por um lado ela estava cansada de
curtir tanto e pensava na ideia de ser mãe, de esposa não muito, mas quando
percebeu, o “um sujeito” estava morando na casa dela, até hoje ela não sabe
direito como isso aconteceu. Mas ok, ela dizia que ele era diferente dos
outros: “chega de artistas aquarianos e piscianos, esse era corretor de imóveis
capricorniano”. Mas o que esperar de um namoro que começa num boteco, sem
ofensas.
E começa a jornada a Mordor – me
desculpem os que não conhecem O Senhor dos Anéis, mas depois eu explico. O “um anel”
começou a pesar em seu pescoço, literalmente. Era um relacionamento tóxico. E
sim, ela ficava invisível quando o usava, invisível para os amigos e familiares
que não sabiam o que estava acontecendo, ou não queriam ver.
Mas ela também não sabia direito o que
estava acontecendo, ela acreditava que violência, só existia física. Como ela
nunca sofrera esse tipo de agressão, não sabia como lidar. Fora a vergonha que
sentia, pois mulheres que passam por isso são aquelas que não tiveram
oportunidades na vida, não estudaram tanto e por isso não sabem como se
defender, ou as que não ligam, ou como dizem por aí: as que gostam mesmo de
apanhar. Mais um dos truques do “um anel”.
Ela não gostava de apanhar, não
apanhava, já que ela também não o confrontava, afinal, o “um sujeito” era, tipo
assim, bem grande, gritava bem alto, dava era medo mesmo. Ele não a atacava,
mas quebrava coisas, chegou a quebrar o próprio dedo na parede. Ela então o
carregava como um fardo.
Mas, todo viajante tem seu companheiro,
todo Frodo tem seu Sam. Embora ela seja o Sam sempre que faz teste de
personalidade no Facebook e, na sua vida, sim, ela tem esse perfil, dessa vez
era a sua carga e só ela poderia chegar lá e por fim em tudo isso. Mas o que
seria de nós sem nossos companheiros de travessia, não é mesmo? Um dia, ou
melhor, numa noite, daquelas que ela apelidou de “noites do terror”, enquanto o
“um sujeito” gritava todo tipo de xingamentos, sua filha, ah sim, ela teve uma
filha com o vendedor capricorniano, durante essa travessia, sua filha com 10
meses de vida estava chupando o dedo e olhando tudo, como se fosse essa a vida
mesmo, normal assim. Foi como quando o Frodo caído, nas planícies de Gorgorth,
não conseguindo mais se levantar, não acreditando mais ser possível seguir em frente
e destruir o “um anel”, o Sam, melhor companheiro de todos, uma vez que não pudesse
carregar o anel ele mesmo, levanta e carrega o próprio Frodo. Não foi assim que
nossa travessa viu na hora, claro, devastada por 3 anos de relacionamento
abusivo, ela só pensou que, vendo aquilo, a filha iria um dia arrumar um
sujeito assim pra namorar, e ela não poderia dizer nada, já que esse era o
exemplo. Nesse momento, carregada pela força da filha, ela foi e deu um basta,
lançou o “um sujeito” para fora, para fora de sua casa, fora de sua vida.
Sem o peso do “um sujeito”, então, ela
começou a perceber o que tinha sofrido, começou a analisar essa travessia,
aprendeu e vem aprendendo mais sobre si mesma e sobre sororidade (embora o Word
não reconheça essa palavra) e se sentia pronta e livre para novas travessias,
travessas e travessuras. Embora, assim como Frodo, de certos ferimentos ela nunca
irá se recuperar totalmente.
Caro leitor, desculpe-me pela analogia
com a obra de Tolkien, talvez, caso você não a conheça, não consiga captar totalmente
as metáforas escritas aqui, ou talvez as capte de outra forma, mas isso foi uma
tentativa de deixar essa travessia mais leve para nós.
Um
abraço,
Val.
domingo, 23 de novembro de 2014
Campos Gerais
O que eu aprendi?
Poxa, que ano intenso...
Estou eu no XXIV Confaeb em Ponta Grossa, mais uma mesa redonda, e a professora Rejane Coutinho apresenta os outros professores como em qualquer outra mesa de qualquer outro congresso que eu já tenha ido mas, tem uma algo a mais, depois de um breve currículo ela diz o que aprendeu com cada um deles. Ah, eu achei isso tão bonito.
Parei pra pensar no que aprendi ao longo desse pouco mais de um ano tão intenso na minha vida, morar fora do país, conhecer tantas coisas, ver minha filha amadurecendo, decisões que tenho tomado... A vida acadêmica pode ser bonita e generosa quando a gente consegue relacioná-la a outras esferas da vida pessoal.
Eis que a professora Rita Bredariolli inicia sua fala. Ela vai ler, eu pensei, geralmente não gosto, confesso, mas foi tão diferente, ela trouxe uma história da Arte/educação (bem, a mesa era sobre isso, História, meu lado historiadora sempre fica feliz) e tão inteligível, racional e poética, tudo junto ao mesmo tempo agora!
Dá-lhe intensidade, eita ano!
Até que, em sua fala, coube uma homenagem ao professor Nicolau Sevcenko, falecido em 2014, quando eu ainda estava morando em Londres.
Nossa, eu já até tinha me esquecido de sua morte, mas nunca me esquecerei dele é certo, pois a minha relação com as pessoas marcam muito mais a minha vida do que a desrelação (pensando no Manoel de Barros, falecido há alguns dias).
Assim, que hoje, pela primeira vez na minha vida eu me emocionei numa fala/palestra/conferência/mesa-redonda.
Não que eu nunca tivesse sido arrebatada pela emoção em outros momentos da vida acadêmica, poxa, fui aluna do Nicolau, isso já poderia bastar, mas a professora Rita me fez chorar.
A homenagem ao professor Nicolau, terminada com um texto de outra aluna dele, Juliana (que me esqueci o sobrenome), Nicolau Sevcenko e a bolinha de sabão, texto super compartilhado no facebook quando ele morreu, me fez chorar, de novo.
Mas por que essa emoção toda? O que eu aprendi com isso?
Essa é uma pergunta recorrente, especialmente quando choro...
De modo que, nesse ano intenso, parei e entendi mais detalhes da minha função no mundo (venho pensando muito nisso nesse ano), o transe da sala de aula, essa admiração que as aulas de Nicolau me causara, outros professores, pessoas iluminadas que tomei de exemplo para minha vida. Revi e pensei que a grande maioria de exemplos de vida para mim foram professores (isso diz muito).
Com Nicolau aprendi, entre outras coisas, a transitar pelos mundos da história, da arte, imagem, escrita, tudo no plural.
Me entendi historiadora e educadora.
O que aprendi e o que venho aprendendo com tudo isso, com essa intensidade e solidão desta etapa de minha vida de doutoranda, é relacionar tudo e todos ao meu processo no mundo. Penso que palavras como auto-conhecimento, generosidade e maturidade cabem aqui.
Obrigada professores e amigos queridos... Muitas bolinhas de sabão para vocês.
Poxa, que ano intenso...
Estou eu no XXIV Confaeb em Ponta Grossa, mais uma mesa redonda, e a professora Rejane Coutinho apresenta os outros professores como em qualquer outra mesa de qualquer outro congresso que eu já tenha ido mas, tem uma algo a mais, depois de um breve currículo ela diz o que aprendeu com cada um deles. Ah, eu achei isso tão bonito.
Parei pra pensar no que aprendi ao longo desse pouco mais de um ano tão intenso na minha vida, morar fora do país, conhecer tantas coisas, ver minha filha amadurecendo, decisões que tenho tomado... A vida acadêmica pode ser bonita e generosa quando a gente consegue relacioná-la a outras esferas da vida pessoal.
Eis que a professora Rita Bredariolli inicia sua fala. Ela vai ler, eu pensei, geralmente não gosto, confesso, mas foi tão diferente, ela trouxe uma história da Arte/educação (bem, a mesa era sobre isso, História, meu lado historiadora sempre fica feliz) e tão inteligível, racional e poética, tudo junto ao mesmo tempo agora!
Dá-lhe intensidade, eita ano!
Até que, em sua fala, coube uma homenagem ao professor Nicolau Sevcenko, falecido em 2014, quando eu ainda estava morando em Londres.
Nossa, eu já até tinha me esquecido de sua morte, mas nunca me esquecerei dele é certo, pois a minha relação com as pessoas marcam muito mais a minha vida do que a desrelação (pensando no Manoel de Barros, falecido há alguns dias).
Assim, que hoje, pela primeira vez na minha vida eu me emocionei numa fala/palestra/conferência/mesa-redonda.
Não que eu nunca tivesse sido arrebatada pela emoção em outros momentos da vida acadêmica, poxa, fui aluna do Nicolau, isso já poderia bastar, mas a professora Rita me fez chorar.
A homenagem ao professor Nicolau, terminada com um texto de outra aluna dele, Juliana (que me esqueci o sobrenome), Nicolau Sevcenko e a bolinha de sabão, texto super compartilhado no facebook quando ele morreu, me fez chorar, de novo.
Mas por que essa emoção toda? O que eu aprendi com isso?
Essa é uma pergunta recorrente, especialmente quando choro...
De modo que, nesse ano intenso, parei e entendi mais detalhes da minha função no mundo (venho pensando muito nisso nesse ano), o transe da sala de aula, essa admiração que as aulas de Nicolau me causara, outros professores, pessoas iluminadas que tomei de exemplo para minha vida. Revi e pensei que a grande maioria de exemplos de vida para mim foram professores (isso diz muito).
Com Nicolau aprendi, entre outras coisas, a transitar pelos mundos da história, da arte, imagem, escrita, tudo no plural.
Me entendi historiadora e educadora.
O que aprendi e o que venho aprendendo com tudo isso, com essa intensidade e solidão desta etapa de minha vida de doutoranda, é relacionar tudo e todos ao meu processo no mundo. Penso que palavras como auto-conhecimento, generosidade e maturidade cabem aqui.
Obrigada professores e amigos queridos... Muitas bolinhas de sabão para vocês.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Memórias saborosas
Depois de uma pausa para readaptação na volta ao
Brasil, vamos às memórias que o paladar traz.
Ontem, almoçando com amigas comecei a contar que
quando cheguei ao Brasil logo comi pão francês e pão de queijo, que eu estava
com saudade, e que naquele almoço num restaurante por quilo eu estava me
lembrando de muitos sabores que eu não comia há um ano. Então, me inspirei para
recordar sabores desse ano tão diferente.
Comi tajine no Marrocos, enguias em Pamplona (o
Erick fez pra mim), carne de canguru na Austrália (com a Suzanne) e de carneiro.
O carneiro da Oceania é mais gostoso, pelo menos eu achei.
Me lembro do sabor do english breakfast, um café da
manhã com cara de almoço, comida pra operário que vai ficar o dia todo na fábrica,
e tem feijão pra comer com pão, mas é bom, eu gostei. Também me lembro do sabor
do fish and chips, a comida inglesa favorita da Helena.
Ai, a pizza na Itália!!! É ótima, mente quem fala
que não. Aliás, tudo na Itália é bom.
Cervejas diferentes, o conceito de cerveja gelaaada
não chegou à Ilha Britânica, mas não senti falta, pois as cervejas são ótimas,
claras, escuras, mais ou menos encorpadas, fiquei surpresa que uma pint tem uns
600 ml.
Queijos mil, me lembro do sabor do queijo brie,
emental e chedar, sabores que só tem por lá, consigo me lembrar de cada vez que
fui ao mercado e via os pedaços de queijo sendo vendidos por menos de duas
libras, e que aprendi a comer queijo com uva com a Carla, vou sentir
saudades...
Uma imagem saborosa? Fish and chips na Tate Modern,
restaurante chique, como a Helena diz, aquele do tipo que a gente coloca o
guardanapo no colo. Ah, a água de torneira... de Londres, com muito cálcio...
Tasty memories
After a break in readjustment
back to Brazil, let me talk about
the tasty memories.
Yesterday, I was
having lunch with friends then I started telling that when
I arrived in Brazil I ate French bread (it’s a common bread which we use to buy at bakeries,
day by day, it isn’t Fench) and cheese bread (it’s a Brazilian
immaterial heritage), which I missed, and that lunch in a
restaurant per pound I was remembering the many
flavors that I had not eaten
last year. Then, they inspired me
to remember that different flavors that year.
I ate tajine in Morocco, eels
in Pamplona (Erick
did), kangaroo meat in Australia (with Suzanne)
and lamb. The lamb meat from Oceania tastes better, at
least I think.
I remember the taste of English breakfast, a breakfast tastes like
a Brazilian lunch, food for workers that will stay all
day at the factory, and I have
to eat beans with
bread, but it's good, I liked it. I also remember the taste of fish and chips, Helena’s favorite English
meal.
Oh my god, the pizza in Italy!!! It's
great, who says
he does not is lying. In fact, everything in Italy is good.
Different beers, the concept of cold beer not reached the
British Isles, but I do not missed, because the
beers are great, light, dark,
more or less viscous, I was
surprised that a pint is about 600 ml.
Thousand cheeses, I remember the
taste of brie, cheddar and Emmenthal cheese
flavors that only have there, I can remember every time I went to the market and saw the pieces of
cheese being sold for less
than two pounds, and I learned to eat cheese with grape with Carla, I'll
miss...
A tasty image? Fish and chips
at the Tate Modern, chic restaurant, as Helen says,
that the kind you put your napkin on your
lap. Ah, tap water ... London, with
lots of calcium...
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